Mais de duas décadas de farda na Polícia Militar de Goiás, mais de dez anos de luta como representante da categoria, e uma vida dedicada a servir, educar e proteger. Agora, essa força vai para Brasília.
Não basta conhecer os problemas; é preciso estar disposta a lutar por soluções.
Subtenente Denise Brasil
A trajetória
Não é discurso. É caminho de quem sempre lutou por gente.
Minha trajetória como representante classista nasceu do compromisso de não me calar diante das dificuldades enfrentadas por aqueles que dedicam suas vidas ao serviço público e à proteção da sociedade.
Ao longo de mais de dez anos representando minha categoria, aprendi que representar vai muito além de ocupar um espaço: é ouvir, acolher, dialogar e, principalmente, ter coragem para defender. Estive ao lado dos meus colegas, conhecendo de perto suas necessidades, dificuldades e expectativas.
Busquei ser uma voz firme na defesa da valorização profissional, da dignidade, dos direitos, de melhores condições de trabalho e do respeito a cada servidor e à sua família.
Essa experiência me ensinou que nenhuma conquista acontece de forma isolada — é preciso união, diálogo, responsabilidade e disposição para enfrentar desafios, inclusive quando defender aquilo em que acreditamos exige coragem.
+10 anos de representaçãoMais de uma década como defensora da categoria na segurança pública.
Diálogo direto com a tropaConhecendo de perto as dificuldades de quem está na linha de frente.
Coragem para defenderVoz firme por salário, carreira, condições de trabalho e dignidade.
Da luta de classe à políticaTransformando anos de representação em uma voz ainda mais forte por quem protege a sociedade.
Biografia
Da feira de Valparaíso à farda da Polícia Militar.
Denise Brasil é filha de Aldenora Brasil, maranhense e trabalhadora doméstica, e de Valdivio Pereira, mineiro e vendedor autônomo. Criada em uma família simples, cresceu no bairro Céu Azul, em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, onde aprendeu desde cedo o valor do trabalho, da perseverança e da responsabilidade.
Ainda adolescente, aos 13 anos, começou a trabalhar para ajudar a conquistar suas próprias coisas. Vendeu frutas na feira e trabalhou em padaria, lojas e escola — sempre estudando em escola pública, fazendo das dificuldades uma motivação para buscar novas oportunidades.
Desde criança, Denise sonhava em ser policial. Em 2000, o sonho se tornou realidade com seu ingresso na Polícia Militar do Estado de Goiás — o início de uma trajetória marcada pela disciplina, pela coragem e pelo compromisso de servir e proteger a sociedade.
Ao longo da carreira, atuou como patrulheira tática e integrou a Força Nacional, participando de operações no Rio de Janeiro. Sua dedicação foi reconhecida com três promoções por merecimento e uma promoção por ato de bravura, após uma atuação corajosa em que salvou uma mulher diante de uma situação de possível feminicídio.
Mas sua história não se limitou à farda. Denise sempre acreditou na educação como instrumento de transformação: é professora com formação em Magistério e formou-se também em Pedagogia, Educação Física, Direito e Psicologia, com especializações em Esporte Escolar, Avaliação Psicológica e Inclusão.
Há mais de dez anos também atua como representante classista, defendendo os interesses e a valorização de seus colegas de profissão — o que lhe permitiu conhecer ainda mais de perto as dificuldades de quem está na linha de frente da segurança pública.
Por trás da farda existe também uma mulher profundamente ligada à família: Denise é mãe de Matheus, estudante de Medicina, e avó de Bernardo. Sua própria história ajudou a construir uma sensibilidade especial diante das necessidades das famílias, das mulheres e de quem precisa de oportunidades para transformar a própria vida.
Da menina que vendia frutas na feira à mulher que construiu uma trajetória na segurança pública, na educação, na psicologia e na representação de sua categoria, Denise carrega consigo as marcas de suas origens — e trabalha todos os dias com amor, coragem e dedicação, guiada por uma missão que começou na infância: servir à sociedade, proteger pessoas e combater a criminalidade.
2000 — Ingresso na PM-GOInício da caminhada na Polícia Militar do Estado de Goiás.
Força NacionalAtuação em operações no Rio de Janeiro como patrulheira tática.
Promoção por bravuraReconhecida por salvar uma mulher em situação de possível feminicídio.
Formação multidisciplinarMagistério, Pedagogia, Educação Física, Direito e Psicologia.
+10 anos de representação classistaDefendendo direitos e valorização de colegas de profissão.
Mãe e avóMãe de Matheus, estudante de Medicina, e avó de Bernardo.
Prioridades do mandato
Propostas para quem cuida e protege
Pauta construída com a experiência de quem viveu a rotina da tropa, da sala de aula e da linha de frente — pronta para virar lei em Brasília.
01Previdência & Proteção
Fortalecer o Sistema de Proteção Social dos Militares
Defender a criação e o aperfeiçoamento de uma legislação estadual própria que assegure aos militares um sistema de proteção social sólido e permanente, abrangendo saúde, assistência e pensão. A proposta preserva direitos como integralidade e paridade, reconhecendo as particularidades da carreira militar e buscando um modelo que assegure segurança e dignidade ao profissional e à sua família, inclusive na inatividade.
Defender o aprimoramento do Código Penal Militar para reconhecer e responsabilizar de forma específica condutas caracterizadas como assédio moral no âmbito das instituições militares, fortalecendo mecanismos de prevenção, apuração e proteção às vítimas — promovendo relações profissionais baseadas em respeito, disciplina e dignidade, sem tolerância a práticas abusivas, humilhações, perseguições ou constrangimentos reiterados.
Inclusão e proteção ao profissional da segurança pública com TEA
Defender a criação de legislação que assegure aos profissionais da segurança pública diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) o direito à jornada especial de trabalho, podendo ser reduzida para até 20 horas semanais, quando essa necessidade estiver devidamente indicada em avaliação profissional individualizada — sem discriminação, perseguição funcional ou prejuízo indevido à carreira.
Avaliação individual das necessidades funcionais
Adaptações razoáveis no ambiente e na rotina de trabalho
Acompanhamento multiprofissional
Proteção contra discriminação em razão do diagnóstico
Critérios transparentes para concessão, acompanhamento e reavaliação